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Introdução

O Clube do Hardware testou o controlador de ventoinhas Sentry 2 da NZXT, que ocupa apenas uma baia de 5 ¼” do gabinete e possui um display LCD sensível ao toque. Confira os recursos que esse produto oferece.

A caixa do Sentry 2 é bem pequena e mostra apenas uma foto da tela do controlador, além de trazer as informações sobre o número de sensores de temperatura (cinco) e de ventoinhas que podem ser controladas (também cinco). Ele não possui nenhum botão, sendo que todos os ajustes são feitos na própria tela sensível ao toque.

1Figura 1: Caixa.

Ele também dispõe de um alarme audível caso qualquer um dos pontos monitorados ultrapasse a temperatura programada ou se uma das ventoinhas foi desconectada ou parou de funcionar. Mas apresenta o mesmo problema que já detectamos em seu concorrente: o alarme soa em baixo volume, e apenas por alguns segundos. Você só será avisado, portanto, caso esteja em frente ao computador no momento em que o problema ocorrer.

O Sentry 2

Dentro da pequena caixa do Sentry 2 encontramos, além do painel e dos cabos que vem ligados a ele, dois sensores de temperatura reserva, parafusos para instalação, pedaços de fita adesiva para fixar os sensores e um pedacinho de papel que na verdade é um arremedo de manual.

Esse “manual” consegue a proeza de não dizer nada útil em quatro línguas diferentes. Não há informações de como instalar os sensores, nem de como operar o painel. E olhe que o funcionamento dele não é tão simples assim. Realmente, é decepcionante um produto vir com um manual desse tipo. Na página da NZXT há um guia de operação do painel para download, mas também bastante sucinto.

2Figura 2: Conteúdo da caixa.

A parte frontal do Sentry 2 é feita de plástico preto e fica bem harmonioso em gabinetes onde o painel frontal é feito de plástico, mas vai destoar em gabinetes mais sofisticados que tenham a frente em alumínio.

Instalação

Na Figura 3 você pode ver a parte traseira do Sentry 2. Os cabos dos sensores de temperatura, de alimentação principal e as saídas para as ventoinhas já vêm conectados e os conectores colados com cola quente ao dispositivo.

3Figura 3: Vista traseira.

Para instalar o Sentry 2 no gabinete, basta remover a tampa de uma baia de 5 ¼”, colocá-lo no lugar e prendê-lo com dois parafusos (ou sistema de retenção sem uso de parafusos, caso seu gabinete possua este tipo de mecanismo). Depois disso, você deve conectá-lo à fonte de alimentação usando um conector de alimentação para periféricos padrão, colar os sensores de temperatura nos pontos que você deseja monitorar e conectar até cinco ventoinhas às saídas adequadas.

Os sensores de temperatura são protegidos por um tubo plástico e sua instalação é bem simples, basta colá-los ao ponto que você deseja monitorar, como por exemplo o dissipador de calor do chipset da placa-mãe. Quanto ao sensor do processador, lembre que você não pode colocá-lo entre o processador e o cooler, pois dessa forma o dissipador não ficaria encostando corretamente no processador e portanto não o resfriaria adequadamente. O ideal nesse caso é colar o sensor o mais próximo possível da base do cooler.

4Figura 4: Sensores de temperatura.

Na Figura você pode ver os conectores para as ventoinhas. Cada uma das cinco saídas possui dois tipos de conectores: um miniatura de três pinos e um conector padrão de periféricos de quatro pinos (“Molex”). Mas não gostamos muito desses conectores por vários motivos. Primeiro, o conector miniatura, além de não possuir sensor de rotação, não é compatível com conectores de quatro pinos, com controle PWM. Assim, se você possui uma ventoinha com esse conector (a maior parte das ventoinhas dos coolers de processador atuais são assim) você não poderá conectá-la ao Sentry 2, a menos que faça uma “gambiarra” cortando uma parte do conector.

O segundo problema é que se você ligar o cooler do seu processador ao Sentry 2 não há como monitorar a rotação pela placa-mãe. Não custava seguir o exemplo do Touch-2000 e incluir uma pequena extensão ligando o pino de rotação da ventoinha do processador ao conector da placa-mãe.

A terceira coisa que achamos esquisita foi o fato dos conectores padrão de periféricos, de quatro pinos, ser do tipo macho. Em tese, ventoinhas que usam esse conector são ligadas diretamente em uma saída da fonte, que é do tipo fêmea. Assim, o tipo de conector está errado e inclusive pode levar o usuário a conectar uma dessas saídas diretamente à fonte, o que pode queimar o painel. A sorte é que, na prática, a maior parte dessas ventoinhas vem com os dois conectores (macho e fêmea), para que você não “perca” uma saída da fonte ao ligá-la.

5Figura 5: Conectores das ventoinhas.

Operação

Ligando o computador o Sentry 2 se acende como você pode ver na Figura. O visual do painel é bastante limpo e agradável, sendo razoavelmente discreto apesar de bem colorido. Na tela se vê quatro áreas principais, cada uma com uma função, que veremos abaixo.

6Figura 6: Em funcionamento.

Na parte direita, onde há o desenho de uma ventoinha, você deve tocar para selecionar, sequencialmente, cada uma das ventoinhas e respectivo sensor de temperatura. Porém quando o número destacado é o “5″ e você toca na ventoinha, todos os números ficam acesos e a temperatura fica marcando “–”; não conseguimos descobrir qual a função deste modo. Tocando novamente, o canal 1 volta a ficar selecionado. O ícone da ventoinha fica “girando” quando a ventoinha relativa à saída destacada está em funcionamento e para quando a ventoinha está parada.

No canto superior esquerdo fica a leitura de temperatura, relativa ao sensor indicado pelo número destacado. Tocando nessa área aparece o valor da temperatura programada para o alarme. Ao ficar tocando nesse ponto por alguns segundos, o painel muda sua leitura de graus Celsius para Fahrenheit ou vice-versa.

Na área central pode-se ler as palavras “auto” e “manual” e tocando ali podemos mudar o modo de funcionamento da ventoinha atual. Em “auto” a rotação da ventoinha é ajustada de acordo com a temperatura medida no respectivo sensor e em “manual” a rotação é ajustada manualmente.

No canto inferior esquerdo ficam dois “botões virtuais” de “+” e “-”, que servem para ajustar a temperatura do alarme quando esta está sendo mostrada e para ajustar a rotação das ventoinhas no modo “manual”. Essa rotação é indicada tanto em percentual quanto na forma de uma barra formada por caixas azuis.

Finalmente, do lado direito, há dois botões virtuais. Acima, um “R” que se pressionado por três segundos reinicia o painel, carregando as configurações originais. Abaixo, um ícone de liga/desliga que, também se pressionado por três segundos, desliga a iluminação do painel.

Principais Características

As principais características do NZXT Sentry 2 são:

* Painel frontal: Plástico.
* Sensores de temperatura: Cinco.
* Controles de ventoinhas: Cinco.
* Portas USB: Nenhuma.
* Portas e-SATA: Nenhuma.
* Baias ocupadas: Uma de 5 ¼”.
* Potência máxima controlada: 10 W por canal

Conclusões

O NZXT Sentry 2 é um bom controlador de ventoinhas. Seus pontos mais fortes são a presença de cinco sensores de temperatura e a capacidade de controlador cinco ventoinhas, tanto de forma manual quanto automática. O alarme de alta temperatura ou de ventoinha desconectada/inoperante também é muito útil.

Ele não tem portas USB, e-SATA ou de áudio, mas esses extras são praticamente uma exclusividade de controladores que ocupam duas baias, o que se torna mais uma vantagem do Sentry 2: ele ocupa apenas uma baia de 5 ¼”.

Ao contrário do Aerocool Touch-2000, ele não mostra todas as temperaturas ao mesmo tempo em sua tela, e essa ao nosso ver é a maior vantagem do concorrente.

Sua instalação é simples, apesar do problema da incompatibilidade com ventoinhas com pino de controle PWM. Mas o seu maior problema é mesmo a documentação ridícula que vem junto com ele. Por que será que o fabricante não incluiu um manual do usuário ao menos razoável? Teria sido pura preguiça?

Mesmo assim, o Sentry 2 é um controlador bastante funcional e que cumpre bem a tarefa para a qual foi projetado.

fonte: Clube do Hardware